CDS acusa Câmara de fazer publicidade enganosa e demagogia barata com cartazes

O CDS acusou ontem a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim de fazer publicidade enganosa e demagogia barata através da campanha publicitária intitulada ‘Município Amigo dos Poveiros’, presente em diversos cartazes e mupis espalhados pelo Município, bem como nos jornais locais.

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Na reunião da Assembleia Municipal, o deputado centrista Pedro Guimarães questionou o executivo sobre a veracidade da redução de 40% no IMI, mensagem expressa na referida campanha publicitária, alertando que essa referência é ilusória.

“O IMI foi reduzido em 40%, mas 40% de quê e em relação a quê? Se falamos da taxa, que passou de 0,4 para 0,3, então essa redução foi de 25%. Acresce que o valor base para a determinação da tributação aumentou! Na conta dos poveiros  isto não dá 40% de redução. Só mesmo nas contas que a candidatura do Eng.º Aires Pereira apresenta em cartazes da Câmara!”, argumentou Pedro Guimarães.

Ainda sobre outra das mensagens presentes nos cartazes municipais – ‘Menos Taxas Comerciais’ –, o mesmo deputado municipal recordou que em 2010, aquando do incêndio no mercado municipal, o CDS levantou o assunto.

“Como não foi ano de eleições, adivinhe-se o que a Câmara considerou: “Não é oportuno…”. Vá-se lá saber porquê, agora já é oportuno!”, considerou Pedro Guimarães, acrescentando ainda que a Póvoa de Varzim é hoje um Concelho que, contrariamente às mensagens publicitadas pela Câmara Municipal, tem “mais desemprego, menos comércio, menos indústria, mais SCUTS, uma das águas mais caras do país, menos notoriedade face a concelhos vizinhos e menos pessoas”.

A intervenção de Pedro Guimarães prosseguiu com fortes críticas ao executivo da Câmara Municipal, que o deputado do CDS acusou de, abusivamente, estar a utilizar os seus recursos para promover eventos da candidatura do atual vice-presidente da autarquia, Aires Pereira, à presidência da Câmara Municipal.

“Em pleno exercício de funções, vemos e ouvimos Vereadores que fazem de Call Center, convocando pessoas para eventos que supostamente são da Câmara, mas que na realidade são comícios de campanha”, denunciou Pedro Guimarães.

Na análise às contas do orçamento municipal para 2013, o CDS voltou a frisar as críticas que já havia tecido aquando da sua votação, no passado dia 15 de Abril, considerando tratar-se de um orçamento irrealista e sem qualquer estratégia.

“Constatámos que as receitas correntes – água, impostos, e taxas – suportam as despesas correntes – pessoas, bens e serviços – o que é normal. O que é surpreendente é suportarem uma parcela significativa dos investimentos, o que é um princípio de gestão totalmente errado. Dada a sistemática incapacidade desta Câmara para gerar receitas de capital, naturalmente têm que ser as receitas correntes a suportar os investimentos”, afirmou Pedro Guimarães.

O deputado municipal reforçou ainda que foi a adoção daquele princípio errado que implicou o recurso ao ‘Plano de Apoio à Economia Local’ (PAEL), cujo empréstimo de €7,5M, concedido para se poder pagar a dívida vencida a mais de 90 dias a fornecedores, vai agora custar €1,4M em juros, que os poveiros terão de suportar durante os próximos 14 anos, embora o relatório elaborado pela autarquia nunca o mencione.

CDS chumba orçamento irrealista!

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Vereador Jorge Quintas Serrano votou hoje contra o Orçamento apresentado pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim para o ano de 2013.

“Este não é o Orçamento que a Póvoa precisa. Este é um orçamento irrealista.”

Veja aqui a declaração de voto do nosso verador.